Hospital da Cruz Vermelha
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Menina com cardiopatia congénita operada com técnica mini-invasiva
16 Junho 2020
Entrou no Hospital da Cruz Vermelha risonha e risonha saiu passado tão só 5 dias, já com o defeito congénito do coração corrigido, e somente com uma incisão escondida debaixo do braço direito perto da axila, de 5-6 cm.
Com 8 anos e com Diabetes “Mellittus” Tipo I, a criança nasceu com um defeito incompleto do septo aurículo-ventricular ( DISAV) que corresponde a 10% dos defeitos do septo auricular, ou seja do “tabique “ que separa a aurícula direita da esquerda.
No desenvolvimento do feto, durante a gravidez, este tabique não fecha adequadamente, ficando uma comunicação de tamanho variável, na proximidade das válvulas Tricúspide e Mitral, afetado mais frequentemente a anatomia da válvula Mitral que também se desenvolve na grande maioria dos casos de forma anormal, apresentando um “cleft” ou divisão no folheto anterior, ficando uma válvula com três folhetos quando a válvula normal tem 2 unicamente.
Para além do orifício que comunica as cavidades auriculares direitas com as esquerdas, existia, também, uma insuficiência ou regurgitação da válvula Mitral que tinha que ser corrigida.
A cirurgia convencional consiste na abordagem por esternotomia, (abertura do esterno) mas com uma técnica de cirurgia mini-invasiva a nossa equipa cardiotorácica do HCV abordou o coração, não por esternotomia, mas por uma incisão escondida debaixo do braço direito, perto da axila, de 5-6 cm e através das costelas conseguiu a correção completa do defeito congénito.
Esta técnica tem as vantagens de uma abordagem mini-invasiva que garante uma rápida recuperação e um resultado estético excelente, evitando as sequelas de um cicatriz no meio do peito para sempre.
- Pós-operatório menos doloroso
- Diminuição do tempo de recuperação
- Menor impacto estético. A cirurgia é feita na axila, ficando escondida debaixo do braço
- A cicatriz é de pequena dimensão, contrariamente à esternotomia. A cirurgia cardíaca por via axilar não ultrapassa os 5 cm
- Não interfere no crescimento do peito das mulheres
- Não é necessário cortar qualquer osso, uma vez que a cirurgia é feita através do espaço entre as costelas
- Menos perda de sangue durante a cirurgia, diminuindo a necessidade de transfusão de sangue
- É um procedimento menos agressivo para o doente, relativamente à cirurgia tradicional
- Reduz algumas das complicações cirúrgicas e respiratórias
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