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A glândula tiroide e as suas doenças
25 Maio 2018
Por muitas vezes se assemelharem aos efeitos de um estilo de vida apressado, comum na sociedade atual, os sintomas das disfunções da tiroide passam, muitas vezes, desapercebidos, existindo, por isso, uma carência no diagnóstico deste tipo de patologias. Em Portugal, cerca de 10% da população sofre de algum tipo de distúrbio da tiroide. Saiba mais sobre a glândula tiroide e o que está na origem das suas doenças
A tiroide é uma glândula endócrina que se situa na parte anterior do pescoço, atrás da traqueia. É formada por dois lobos (esquerdo e direito) unidos por uma porção central chamada istmo. A forma desta glândula assemelha-se a uma borboleta. Os lobos medem cerca de 3 a 4 centímetros de diâmetro e a glândula pesa cerca de 25 a 30 gramas.
A tiroide é responsável pela produção, armazenamento e libertação para a corrente sanguínea das hormonas tiroideias tri-iodotironina (T3) e tetraiodotironina (T4) que exercem um importante papel nos diversos órgãos e sistemas do corpo humano como: o cérebro, os nervos, os músculos, os ossos, o coração, a circulação, a produção de colesterol, o crescimento e desenvolvimento das crianças, a fertilidade e o gasto energético. As doenças que interferem com a capacidade de produção hormonal vão afetar de forma significativa estas funções.
A frequência de doenças da tiroide prevalece no sexo feminino e aumenta progressivamente com a idade. Deste modo, as mulheres acima de 55 anos são particularmente suscetíveis a este tipo de patologias.
As doenças que afetam a função tiroideia são o hipotiroidismo que se caracteriza pela diminuição da produção das hormonas e o hipertiroidismo quando a quantidade dessa produção é feita em excesso.
Hipotiroidismo
É a diminuição da produção das hormonas da tiroide. Tem como causas mais comuns as inflamações na tiroide (tiroidites), a retirada cirúrgica, deficiência de iodo e menos frequentemente, defeitos na formação da tiroide. A diminuição da produção de T4 e T3 causa cansaço, caibras, dores musculares, perda de memória, depressão, ansiedade, infertilidade, irregularidade menstrual, pele seca, aumento de peso, obstipação intestinal e excesso de frio. O tratamento deve ser realizado a partir da reposição de levotiroxina, uma hormona sintética administrada sob a forma de um fármaco. A dose é calculada pelo peso e ajustada de acordo com a necessidade de cada paciente.
Hipertiroidismo
O número elevado de hormonas tiroideias pode ser causado pelo excesso de uso de hormonas tiroideias (levotiroxina ou derivados); pelo aumento da glândula da tiroide (bócio difuso), resultante de uma doença autoimune que estimula a tiroide a produzir as hormonas; por nódulos com produção autónoma das hormonas ou inflamações na tiroide que levem a liberação das hormonas que ficam nela armazenadas. O excesso de hormona leva a sensação de calor, inquietação, irritabilidade, mudanças de humor, emagrecimento, diminuição da força muscular, tremor, palpitações, diarreia, falhas no período menstrual, olhos esbugalhados e um aumento significativo do tamanho da tiroide. O tratamento dependerá da causa podendo variar desde o tratamento com recurso a fármacos até o tratamento com iodo radioativo ou até mesmo uma intervenção cirúrgica.
As doenças que afetam a estrutura da glândula
O aparecimento de nódulos na tiroide é muito comum. Entende-se por nódulos uma parte da tiroide que apresenta um crescimento maior que a restante glândula. Os nódulos podem ser visíveis ou palpáveis durante o exame de rotina ou descobertos acidentalmente durante a realização de exames de imagem ao pescoço. A grande preocupação ao ser detetado um nódulo é que o mesmo seja um cancro da tiroide, pois cerca de 5 a 10% dos nódulos são de origem cancerígena. Os nódulos em geral não causam sintomas, mas à medida que crescem podem afetar as estruturas vizinhas do pescoço e causar sintomas de compressão, resultando em engasgos, dificuldade em engolir ou rouquidão. Em alguns casos, os nódulos podem estar associados a hipotiroidismo ou hipertiroidismo, mas frequentemente a tiroide funciona de forma normal. Para o seu diagnóstico é necessário efetuar análises, uma ecografia e muitas vezes a punção do nódulo (ou nódulos). Nódulos suspeitos e de tamanho irregular devem ser tratados através de uma intervenção cirúrgica.
A pensar na sua saúde e bem-estar, o Hospital da Cruz Vermelha coloca à sua disposição um corpo clínico de excelência, altamente especializado no diagnóstico e tratamento das doenças da tiroide, com recurso a técnicas avançadas que garantem melhores resultados e menos complicações. Para marcar a sua consulta, clique aqui.
Revisão científica:
Dra. Vaneska Reuters, médica endocrinologista no Hospital da Cruz Vermelha
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