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Como se diagnostica a doença coronária?
14 Fevereiro 2018
Os sintomas da doença coronária costumam ser tão típicos que normalmente o médico, quando o paciente relata os seus sinais e sintomas, consegue estabelecer o diagnóstico sem grandes dificuldades.
É de máxima importância que o paciente explique com a maior precisão possível as características da dor torácica, as situações em que se produziu, os possíveis factores desencadeantes, a duração e a intensidade das crises.
Conheça os meios de diagnóstico que auxiliam na deteção da doença coronária:
Análises ao sangue

As análises clínicas ao sangue são úteis para confirmar o diagnóstico de enfarte do miocárdio e também para acompanhar a sua evolução durante a fase aguda. As células miocárdicas lesionadas libertam para o sangue enzimas específicas presentes no seu interior, que deste modo servem de "marcadores" para identificar danos. Os resultados destas análises constituem um dos parâmetros utilizados pelo médico para determinar se a fase crítica já foi ultrapassada.
Eletrocardiograma

O estudo do traçado eletrocardiográfico obtido através do registo da atividade elétrica do coração (chamado de eletrocardiograma ou ECG) permite identificar diversas alterações caraterísticas de uma oxigenação inadequada do tecido miocárdico ou de uma lesão resultante da falta de irrigação sanguínea.
Prova de esforço ou ergometria

A prova de esforço ou o teste ergométrico é uma forma de tentar compensar algumas lacunas do eletrocardiograma em repouso. Na sua forma mais simples, o paciente caminha num tapete rolante ou bicicleta ergométrica, enquanto o eletrocardiograma, o pulso e a pressão arterial são registrados, de modo a sobrecarregar o coração e tentar evidenciar algum sinal de isquemia. Este exame, quando aplicado em indivíduos com alguma probabilidade de apresentar a doença, consegue diagnosticá-la em 60 a 70% dos casos.
Ecocardiograma de stress

Trata-se de uma das formas mais sofisticada de diagnóstico e baseada no mesmo princípio que o eletrocardiograma. Nestes casos, ao invés do eletrocardiograma, obtêm-se imagens representativas do estado de irrigação do músculo cardíaco submetido a uma sobrecarga. Estes métodos são mais apurados do que o teste ergométrico comum para diagnosticar a doença.
O Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa conta com um departamento de Ecocardiografia de Esforço com renome internacional e com um alto índice de sucesso no diagnóstico de doença coronária e as suas sequelas cardíacas. Marque o seu exame clicando aqui.
Cintigrafia de Perfusão do Miocárdio

A cintigrafia de Perfusão do Miocárdio é uma outra forma sofisticada de diagnóstico da doença coronária. Este estudo é efetuado mediante a injecção de determinadas substâncias radioactivas, denominados radioisótopos, que têm uma afinidade específica com o tecido cardíaco. Estes radioisótopos chegam através da circulação sanguínea ao coração, onde são captados pelas células musculares. A medição das radiações gama emitidas permite determinar se algum setor do miocárdio está privado de circulação, como acontece em caso de enfarte, e neste caso pode-se definir com exatidão a localização e a extensão da lesão.
Tomografia Computadorizada (TC) Cardíaca

Com esta tecnologia tornou-se possível obter imagens angiográficas das artérias coronárias através de um exame minimamente invasivo com injeção de contraste em acesso periférico. O exame pode ser realizado em cerca de 10 minutos e a obtenção das imagens não demora, em média, mais que 15 segundos.
A segurança com que se pode excluir a doença coronaria em exames normais é bastante elevada. Pelo mesmo motivo, o exame também pode ser utilizado em investigação pré-operatória de cirurgias diversas em pacientes com risco moderado.
O Hospital da Cruz Vermelha tem uma larga experiencia no AngioTAC para o diagnóstico da doença coronária e detém um dos mais avançados sistemas de TAC existentes em Portugal. Maque o seu exame clicando aqui.
Coronariografia

Este exame permite identificar estenoses ou obstruções nas artérias coronárias que resultam da doença coronária. Trata-se de um estudo radiográfico efetuado após ser injetado, no interior das artérias coronárias, uma substância de contraste aos raios X, que reflecte nas imagens obtidas a presença de placas de ateroma, de estenoses e de oclusões arteriais.
As imagens obtidas são suficientemente claras para determinar se uma ou mais artérias coronárias apresentam estenoses ou se encontram obstruídas. Uma informação muito valiosa para planificar o tratamento.
Ressonância magnética

A ressonância magnética é um método de diagnóstico com recurso à imagem que embora não seja capaz de diagnosticar a obstrução nas vias coronárias, pode, não entanto, mostrar as consequências da doença coronária no músculo cardíaco. É o melhor método para perceber a extensão dos enfartes, a quantidade de tecido miocárdio que morreu, as cicatrizas fibróticas e o funcionamento cardíaco global.
Se identifica uma sensação de dor em forma de aperto no peito (com uma duração de 10 a 20 minutos) ou outros sintomas como cansaço ao realizar pequenos esforços físicos, sensação de falta de ar, tonturas, suores frios e náuseas e/ou vômitos pode estar perante uma doença coronária. Os fatores de risco associados a esta patologia também não devem ser menosprezados. Saiba quais são aqui.
Os meios de diagnósticos tornam-se, por isso, fundamentais para identificar de forma rigorosa a doença coronária. A pensar em si, o Hospital da Cruz Vermelha coloca ao seu dispor uma equipa de profissionais de saúde especializada e altamente preparada, bem como a mais avançada tecnologia para o diagnóstico e tratamento da doença coronária. Não espere mais. Marque a sua consulta ou exame e esclareça as suas dúvidas.
Autor do artigo:
Dr. Luís Baquero, cirurgião cardiotorácico e Coordenador do Departamento de Circulação e Cirurgia Cardiotorácica do Hospital da Cruz Vermelha
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