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Sabe o que é a Esclerose Múltipla?
05 Dezembro 2017
A Esclerose Múltipla é uma doença que em Portugal afeta mais de 8 mil pessoas. Lá fora, a estimativa, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, ronda os 2,5 milhões de indivíduos.
Quando se comemora o Dia Nacional da Pessoa com Esclerose Múltipla entenda melhor esta doença.
O que é a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afeta o sistema nervoso central. Esta patologia carateriza-se pela destruição da mielina, a substância que reveste as fibras nervosas das células do sistema nervoso, responsável pela correta propagação dos estímulos. A destruição da mielina (desmielinização) impede que exista uma comunicação apropriada entre o cérebro e o corpo. A doença surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos e tem uma maior incidência nas mulheres que nos homens.
Que tipos de Escleroses Múltiplas existem?
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, existem quatro tipos clínicos:
- Esclerose Múltipla Surto-Remissão - Caracteriza-se por surtos, seguidos por períodos de remissão com recuperação total ou parcial dos efeitos sentidos;
- Esclerose Múltipla Secundária Progressiva - Este tipo de esclerose múltipla inicia-se com a forma clínica de surtos e à medida que o tempo passa instala-se uma perda gradual das funções, sendo as recuperações frequentemente incompletas;
- Esclerose Múltipla Primária Progressiva – Este tipo de esclerose múltipla carateriza-se por não apresentar surtos, mas num período de anos vai-se instalando uma perda gradual e insidiosa das funções do corpo;
- Esclerose Múltipla Benigna - Este tipo inicialmente caracteriza-se por Surto-Remissão, mas depois de muitos anos a incapacidade continua praticamente inexistente ou muito reduzida.
Quais são os sintomas?
Os sintomas da esclerose múltipla são variados, dependendo da localização da inflamação e de onde ocorre a desmielinização no sistema nervoso central. Alguns dos mais frequentes são:
- Fadiga;
- Inflamação do nervo ótico (dando origem a uma visão turva ou embaciada);
- Perda de força muscular nos braços e nas pernas;
- Dificuldades em manter o equilíbrio ou a coordenação;
- lterações da sensibilidade que podem traduzir-se em formigueiros, picadas ou dormência;
- Problemas de memória e de concentração.
Como é que se diagnostica?
Não existe um exame específico para o diagnóstico da Esclerose Múltipla. Neste caso, o médico opta por ter em conta a história clínica do doente, conjugando com os resultados de exames auxiliares: a ressonância magnética e a punção lombar (exame no qual é utilizado uma agulha para recolher uma amostra do líquido cefalorraquidiano, substância que envolve o cérebro e a medula espinal).
Como se trata?
Tratando-se de uma doença crónica, não existe uma cura para a esclerose múltipla. Existem, no entanto, algumas opções terapêuticas que têm vindo a melhorar ao longo dos últimos anos, oferecendo uma melhor qualidade de vida ao doente. Os fármacos disponíveis ajudam a retardar a evolução da doença, a diminuir a frequência e a gravidade dos surtos e a diminuir a as zonas lesadas no sistema nervoso. O tratamento deve ser adequado a cada caso e exige o acompanhamento de uma equipa multidisciplinar com profissionais de Neurologia, Psicologia, Psiquiatria, Oftalmologia, Urologia e reabilitação psicomotora.
O Hospital da Cruz Vermelha coloca ao seu dispor uma equipa de profissionais de saúde especializada e altamente preparada para a orientação terapêutica e acompanhamento das mais variadas doenças do foro neurológico, entre as quais a Esclerose Múltipla.
Para desmistificar todas as suas dúvidas, marque uma consulta e fique a par do melhor tratamento e acompanhamento desta patologia.
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Fonte: Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla
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