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O que é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é uma doença do sistema respiratório que se carateriza pela presença de sintomas crónicos de falta de ar, tosse e expetoração.

Desenvolve-se através de uma resposta inflamatória a partículas ou gases nocivos inalados, a qual condiciona alterações ao nível das vias aéreas (bronquite e bronquiolite) e/ou alvéolos (enfisema).

Estas alterações levam ao desenvolvimento de uma obstrução progressiva e não reversível do fluxo de ar entre os pulmões e a atmosfera, sendo esta a principal responsável pelos sintomas associados à doença.

O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença. Outros, como a exposição prolongada a poluentes ambientais e ocupacionais, predisposição genética e infeções respiratórias na infância, também podem contribuir.

O relatório GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) 2025 1 realça que a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é uma das principais causas de morbilidade e uma das 3 principais causas de morte a nível mundial e que é uma doença evitável e tratável, mas que continua largamente subdiagnosticada. E concluí que um diagnóstico precoce e adequado terá um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes e na utilização dos recursos de saúde pública.

Sintomas da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

Os sintomas variam em intensidade dependendo da gravidade da doença. Os mais comuns são:

  • Falta de ar (dispneia) com limitação da atividade física. Em fases avançadas da doença, pode surgir em repouso;
  • Tosse crónica com ou sem expetoração.

Ao longo da evolução da doença, podem ocorrer episódios de agravamento rápido dos sintomas, desencadeados por infeções respiratórias, não cumprimento da terapêutica, não controlo das comorbilidades associadas ou exposição a poluentes.

Estes designam-se por exacerbações, que são a principal causa de internamento hospitalar nos doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e obrigam a tratamentos específicos e medidas preventivas.

Nas fases avançadas da doença, os doentes podem desenvolver insuficiência respiratória com necessidade de terapias de suporte como oxigénio ou ventilação mecânica não invasiva.

O diagnóstico e a classificação da gravidade da doença combinam critérios clínicos e a presença de obstrução ao fluxo de ar na avaliação por espirometria.

A avaliação imagiológica, com destaque para a tomografia computorizada de tórax permite, entre outras, avaliação a extensão do enfisema pulmonar.

Visite também: Exames e análises no HCV

Medidas de prevenção

A prevenção da doença e do risco de exacerbações é conseguida através de:

  1. Cessação tabágica: a intervenção mais importante para prevenir a doença e melhorar a qualidade de vida dos doentes já diagnosticados;
  2. Redução da exposição aos produtos da combustão de biomassa, poeiras e produtos químicos;
  3. Vacinação contra o vírus da gripe e contra infeções pela bactéria Streptococcus pneumoniae são recomendadas para reduzir o risco de infeções respiratórias graves e o risco de exacerbações;
  4. Promoção de hábitos de vida saudáveis: alimentação equilibrada, atividade física e controlo e seguimento de outras doenças frequentemente associadas – síndrome de apneia obstrutiva de sono, doenças cardíacas, doenças metabólicas como a diabetes ou doenças psiquiátricas.

O tratamento tem por base:

  1. Aplicação das medidas de prevenção da doença e do risco de exacerbações;
  2. Promoção da atividade física, com inclusão em programas de reabilitação respiratória nos doentes com indicação, com o objetivo de melhorar a tolerância ao esforço e a qualidade de vida;
  3. Terapêuticas farmacológicas como a terapêutica broncodilatadora e corticoterapia inalada, de acordo com a indicação clínica;
  4. Terapias de suporte com oxigenoterapia e/ou ventilação não invasiva nas formas graves e avançadas da doença.

O acompanhamento e tratamento no Hospital Cruz Vermelha (HCV) adota uma avaliação integrada com disponibilização das valências de Pneumologia, Cardiopneumologia, Fisioterapia, Psicologia e Nutrição. O acompanhamento regular inclui:

  1. Consultas de diagnóstico e reavaliação: avaliação do controlo de sintomas, do risco ou ocorrência de exacerbações e da necessidade de ajuste terapêutico;
  2. Educação do doente para a técnica inalatória e estratégias de prevenção das exacerbações;
  3. Avaliação para a necessidade de inclusão em programas de reabilitação respiratória personalizados.

O foco do HCV no combate à Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica está no diagnóstico precoce, na aplicação das medidas terapêutica e de prevenção adequadas, na promoção da autonomia, atividade física e qualidade de vida dos doentes, e na avaliação e tratamento das comorbilidades associadas.

Dr. Ricardo Estêvão Gomes
Coordenador da
Clínica do Pulmão

Referências:

  1. Agusti, Alvar. Global Strategy for Prevention, diagnosis and Management of COPD: 2025 Report. Página na internet: https://goldcopd.org/2025-gold-report/ (visitado a 19/11/2024).

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